segunda-feira, 25 de outubro de 2010

McPombo - não obrigado

Ricardo Quaresma foi notícia na Turquia (e algures por cá). Não pelas suas trivelas ou metros corridos até acabar com a bola nas redes adversárias ao Besiktas nem por estar lesionado.

Provavelmente subindo-lhe o sangue cigano à cabeça actuou prontamente perante a invasão de campo de uma espécie de gaivota (peço desculpa pela minha ignorância aviária), pisando-lhe a cauda e segurando-lhe nas "costas", deixando o pobre animal de asas abertas e a barafundar com o bico algo em turco com certeza, enquanto o entregava a um Stuard amedrontado

Hoje gostava de ter esse sangue cigano. Enquanto estava muito bem a comer o meu hamburguer no res-do-chão d'um restaurante da super-hiper-mega-cadeia McDonald's eis que surge perto de mim um pombo a penicar uma batata mais que a fronha dele (estúpido), fazendo com que andasse a deambular pelo restaurante, sempre em meu redor... Algo embaraçoso, pois estava tudo a olhar para o "pobre" animal, onde eu me encontrava dentro do ângulo de visão de todos.

Mudei-me para o cantinho e já 2 pitas estéricas, a aproveitar a semana de descanso escolar, riam-se descontroladamente enquanto uma funcionária me pedia desculpa. E depois de ela virar as costas, eu no meu cantinho e as miúdas calarem-se e virarem-se para os seus respectivos lugares com um gelado na mão, eis que surge o maldito animal e voar-me por cima da cabeça pregando-me um cagaço, e embaraço, daqueles que me apetece baixar de baixo da mesa e enfiar-me debaixo duma das pernas da mesa... Infelizmente, sou um pouco grande para isso o que contribuiu para um novo pedido de desculpas, uma maratona de risadas enervantes e um bando de olhares sobre a minha pessoa...

Se tivesse aquele sangue que Quaresma possui, tinha apanhado aquele bicho à primeira. O que me pouparia metade do embaraço...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Baleal

Hoje chove em Groningen.

Dizem que é normal nestas paragens. ainda não me tinha apercebido. Manhã mais nostálgica não podia haver: ler o "Público" e ouvir a Rádio Comercial... Foi exactamente aqui que tudo se "nostálgiou" gravemente.

"Empire State of Mine" de Alicia Keys ( A SOLO!! Sem o Jay-Z a gaguejar por favor!!!)

Este tempinho "molhoso" que me fez lembrar as voltinhas pelo Baleal (quem não sabe é uma ilhota (península) a 4Km de Peniche, pouco maior que a área envolvente ao Estádio Municipal de Coimbra, mas com uma beleza natural incomparável...), onde o som dos limpa-vidros acompanha as teclas do piano e o ranger dos pneus nos parelelos relembra um certo ardor na espinha...

Ainda mais sendo uma "paraisosinho" perto de casa, um refúgio mais que justo depois de uma semanada coimbrã...

Um refúgio que terá de esperar mais de 2 meses pelo meu regresso... Um verdadeiro paraiso neste momento, pois alcalça-lo está além dos meus horizontes.

Bem que podia apanhar um avião e daqui a uma meia dúzia de horas já lá estava, mas são estas "dificuldades" que tornam estes lugares únicos e inesqueciveis - mesmo estando à porta de casa.

Homeless

Há coisas que a vida nos ensina todos os dias. Ou pelo menos tenta. Não fosse a nossa teimosia maior que qualquer linha horizontal. Nada (ou quase) corre como nós esperamos. Por certo já nos aconteceu n-vezes ficar-mos decepcionados com o resultado deste ou daquele acontecimento.

Mas não aprendemos: não há linha horizontal maior que os nossos sonhos ou interesses mais profundos...

Tão fácil chegar à Holanda, procurar casa, encontrar, pousar as malas, comer massa com atum, sair para socializar e acordar no dia seguinte com uma dor de cabeça terrivel... Fácil? Não para mim de certeza...

Agravante: o facto da minha 1ª paragem neste país (após Amesterdão) ter sido Den Hagg, uma cidade a 3 horas de comboio da minha "terra prometida" e a atenuante de ter que fazer o caminho de ida e volta para procurar casa 2 vezes e gastado cerca de 150€... Não é muito bom para os cofres.

Encontrar casa 'tá quieto. Encontrar hostel só com sorte. Devido a este factor não ficámos a dormir em tendas como muitos outros colegas nossos que ainda procuram um tecto fixo sobe onde ficar.

Parece simples não ter casa, chegar a um hostel e continuar a procura-la... Se nos esquecer-mos do preço do quartito, das despesas com a alimentação (ir ao McDonald's todos os dias é obra...), do stress em alugar um quarto... Claro, é bastante simples.

Há-de se encontrar algo: se estiveres disposto a pagar 489€/mês. Estar não estou, mas não tenho outro remédio.

Boa sorte aos meus colegas que têm a sua linha horizontal maior do que as coisas que a vida lhe ensina.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Intro

Já lá vai mais de um mês após a minha chegada a terras holandesas. tempo mais que suficiente para ter material um tanto ou pouco, ou tanto ou nada interessante para escrever - algo que eu quis fazer desde o dia em que saí do ninho maternal.

Mas já se sabe como é: é dificil ter vontade de ler, tanto quanto a de escrever (mas devo, eu sei que sim). E quanto mais se deve, menos se faz...

O que me fez ter vontade de escrever? Nada!!! Ou melhor, devo agradecer à minha amiga Papeira por me dar tempo livre que enjoe fechado em casa apenas com "deveres" da escola para concluir (LOL).

Sim minha gente: eu tenho Papeira! Aquela doença dos miúdos, e do século passado, e sim é perigoso em idade adulta! (mas eu só tenho 22 anos, ainda não sou considerado um adulto pois não? olha eu a tirar macaquinhos do nariz...)

Contudo, há certas coisas/experiências, diferenças culturais - podem pensar como eu: "pffuuu, é um país europeu, que diferenças deve ter?", mas tem... - coisas que deviam/ e não acontecer...

Quem me quiser acompanhar nesta aventura, nem que seja SÓ durante estas 2 semanas de retiro... make yourselfs at home ;)