quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Exame a carvão

Desde 1999 que não fazia um exame a carvão, não só em pensamento - esse é mais frequente - mas a lápis. (Sim, naquela altura ainda não era avaliado por exames, frequências, testes. Chamemos-lhe fichas de avaliação.) Ainda para mais quando a lapiseira me foi fornecida por um profissional de futebol, Philip Haglund, jogador do FC Herenven.

Não é facto o facto mais relevante (para outros, para mim é). Contudo, queria falar do carvão.

Senti-me "indignado" quando após um professor me fornecer uma caneta que deixou de escrever passadas duas linhas pedi uma novamente, envergonhado por ter levado uma lata de RED BUll para o exame e me ter esquecido do estojo em casa, o jogador sueco me ter oferecido uma: ao entrar em contacto com o objecto deparei-me com um porta minas e "refilei", ao que o professor respondeu não haver problema.

Paralisei.

E se apagassem o que escrevi? E se depois de receber o exame eu apagasse o que escrevi e reescrevesse? O que até nem é mal pensado de todo, mas será que eles sequer pensam nisso? Eu pensei! Idiota...

Sim, obrigado senhoras e senhores professores por me tornarem desconfiado a este ponto de desconfiar de uma oferta de um jogador profissional de futebol!

Já não é a primeira vez que me sinto "desconfiado" em relação a certas "facetas" desta gente... O que não passam de normalidades, tal com para nós é escrever a caneta nos exames, ou nas provas de avaliação.

Fiquei a perguntar-me: o que achariam eles se eu fizesse o exame a tinta vermelha?

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